sexta-feira, 15 de agosto de 2008

O NEOLIBERALISMO CONTINUA O MESMO

Apesar da grave crise econômica e política (o fracasso no Iraque e Afeganistão, a tentativa de politizar as Olimpíadas de Pequim e o fiasco que o títere neoliberal que preside a Georgia protagonizou no Cáucaso, são sintomas desta crise política), o neoliberalismo (fase atual do capitalismo) continua a implementar a agenda pensada pelo seu ideólogo mor, Fukuyama, no livro "O Fim da História".
Vejamos um excerto da análise que o economista e jornalista Luiz Marcos Gomes (que durante a ditadura militar colaborou com os "nanicos" Opinião e Movimento) faz da obra de Fukuyama:

"Já dissemos que Fukuyama, manipulando idéias sobretudo de Platão, Hegel e Nietzsche, procura elaborar uma base filosófica para a sua tese de que a democracia liberal é o coroamento da história da humanidade. E um dos aspectos de seu livro que merece a maior atenção é aquele em que procura justificar a origem e a manutenção das desigualdades sociais entre os homens e as nações, resgatando idéias que justificam a dominação do homem pelo homem e que estão na essência da ideologia fascista. Mas talvez onde o fascismo de Fukuyama fica mais explícito é na parte em que ele analisa a questão da ordem internacional no mundo contemporâneo.
Segundo sua teoria, hoje o mundo está dividido entre os países capitalistas avançados, que representariam o "Estado universal homogêneo", e os demais países que ainda não atingiram esse estágio e que, na verdade, seriam os representantes da barbárie, significando uma ameaça para os primeiros. Ora, se a "barbárie" ameaça a "civilização", ou, para usar a terminologia mais velada de Fukuyama, se o "mundo histórico" ameaça o "mundo pós-histórico", então está criada a justificativa do uso da força por este último, para se defender legitimamente do primeiro. Ele aponta pelo menos dois terrenos de colisão clara entre esses mundos: o do petróleo e o da imigração. Diz que "a produção de petróleo continua concentrada no mundo histórico e é crucial para o bem-estar econômico do mundo pós-histórico". Por isso, ele prevê e justifica novos conflitos como a intervenção imperialista no Golfo Pérsico. No outro terreno, será necessário "conter a maré" caracterizada pelo enorme fluxo de migrantes que está indo de um mundo para outro.
A conclusão de Fukuyama é a de que a "força" continuará a ser a razão final nas relações entre esses dois mundos, ou, para usar uma de suas expressões, entre "democracias e não-democracias".

Alguns acontecimentos recentes confirmam a validade desta análise:

- a reativação da IV Frota logo após o anúncio da descoberta de grandes jazidas de petróleo no litoral brasileiro. Reativação vista com bons olhos pela grande mídia brasileira (o JN da Globo noticiou com grande satisfação este assunto e o jornal ZH em sua edição dominical de alguns dias atrás também seguiu a mesma linha) e inclusive pelo ministro da Defesa do governo brasileiro, como suspeita o sociólogo Cristóvão Feil no seu blog Diário Gauche (http://diariogauche.blogspot.com/2008/08/militarizao-do-atlntico-sul.html#links);

- as recentes mudanças na política de imigração (no sentido do endurecimento) deliberadas pelo Parlamento Europeu e a mais recente ainda ameaça do Reino Unido aos imigrantes brasileiros, que gerou uma reação indignada do Sr. Luis Inácio (http://noticias.uol.com.br/ultnot/agencia/2008/08/15/ult4469u29695.jhtm).

Em suma, as ameaças (o Irã que o diga!) das potências neoliberais continuam pairando sobre as nações consideradas "não-democráticas".


quarta-feira, 6 de agosto de 2008

A CASA ESTÁ CAINDO

Parece que o ex-tucano Lair Ferst vai abrir o bico. Em entrevista para a Folha de São Paulo ele vincula Yeda ao "imbroglio" DETRAN. E afirma que fará acordo com a PF, informando o nome de outros participantes no esquema fraudulento do órgão de trânsito gaúcho. Dias terríveis pela frente para o governo tucano no RS.
O estranho nisto tudo é que a mídia do centro do país, notoriamente simpática ao PSDB, abra a caixa de pandora da corrupção tucana no Rio G. do Sul. Provavelmente, esta turma deseja que o fim de Yeda seja rápido, para não atrapalhar a campanha do tucano Serra a sucessão de Luís Inácio.
Para maiores informações acessem os excelentes blogs de

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

LUÍS INÁCIO E A RODADA DE DOHA

Nosso presidente metalúrgico fez contato telefônico com George W. Bush, lamentando junto ao imperador o fracasso da Rodada de Doha. Prometeu ao invasor do Iraque que irá interceder junto aos dirigentes indianos e chineses para que eles cedam ao canto de sereia dos imperialistas. Tarefa ingrata e inglória do Luís Inácio. Duvido que Índia e China, nações soberanas, dêem ouvidos a cantilena do ex-metalúrgico. O Consenso de Washington não seduz estes países. Luís Inácio, quem te viu e quem te vê!!

NILMAR

O INTER, atualmente, resume-se a Nilmar. Quando ele não joga, ou joga mal (raridade), o time geralmente empata ou perde. Esta na hora de colocar os novos contratados, principalmente D'Alessandro e Gustavo Nery, na equipe. E, logicamente, providenciar o retorno de Magrão. Parece que Magrão volta contra o Cruzeiro, mas não no lugar do Edinho. Serão 4 volantes, Edinho, Guiñazu, Magrão e Rosinei. O Nilmar terá que resolver tudo sozinho lá na frente, de novo...